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Por Dione Nègre

Panamá, Fedora, Floppy, Bowler, Boater, Clochê. Não importa para onde você vá, sempre é ocasião de usar um chapéu. No meu closet sempre foi um acessório fundamental, indispensável. Mas confesso que era mais fácil circular com os meus xodós nas grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Madri, Paris e principalmente Londres (famosa pelos tão conhecidos wedding hats).

Circulei com uma boina linda, bem parisiense, nos anos 90, mas os olhares por aqui eram sempre questionadores. Nos anos seguintes optei pelo bowler (o chapéu coco). Gostava mesmo do meu “pretinho básico”! Porém os olhares joseenses continuavam inquisidores!

De uns anos para cá apaixonei-me perdidamente pelos Fedora: um verdadeiro clássico europeu, típico para dias mais frios. As versões em feltro parecem mesmo chapéu de mafioso. Tem um ar masculino que quebra o óbvio do feminino. E, por incrível que pareça, torna o look mais sexy e feminino. Demonstra personalidade. Quando não viajava para o exterior, tinha que buscar as novidades em São Paulo.

Mas para minha grande surpresa e alegria, há dois meses conheci (por acaso: que isso esteja bem claro!) a primeira loja especializada em chapéu do Vale do Paraíba. Em quase 20 anos morando em São José, Andréa Vargas, proprietária do HatShop, foi a primeira mulher que encontrei, usando um chapéu. Deliciei-me entre tanta sofisticação, qualidade dos produtos e infindáveis modelos.

Assistindo aos desfiles do SP Fashion Week, foi quase inacreditável ver tantos convidados e estilistas usando o acessório.

Agora estou namorando o Panamá: minha próxima versão primavera-verão!